Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa no Brasil 1990-2012

Autores:
Varios
Categoría:
Conocimiento - Cambio climático - Inteligencia contextual
Año:
2012
Institución:
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Tipo:
Documento
Extracto:
Diante da necessidade de obter dados atualizados sobre as emissões de gases do efeito estufa, ao longo dos últimos anos surgiram algumas iniciativas independentes de cálculo de emissões. Em 2009, o engenheiro agrônomo e doutor em Geociências, Carlos Clemente Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), fez estimativas para 1990 a 2005 (o segundo inventário ainda não havia sido divulgado), e fez atualizações até 2008. Em seguida, publicou diversos artigos com sugestões de mitigação de emissões e alternativas de baixo carbono para a agricultura e a pecuária, inclusive com ajustes setoriais e regionais. Em novembro de 2012, outro conjunto de estimativas independentes foi publicado pelo engenheiro florestal Tasso Azevedo, consultor sobre florestas, clima e sustentabilidade e um dos formuladores da Política Nacional de Mudanças Climáticas. O trabalho era parte da preparação de subsídios para participação do Brasil na 18ª Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas (COP 18), realizada em Doha. As estimativas de emissões de GEE cobriram o período de 2005 a 2011, completando os dados disponíveis do período 1990 a 2005. A metodologia utilizada se baseou no 2º Inventário Brasileiro de Emissões do MCTI e na atualização dos dados então disponíveis de forma acessível na internet. Tais iniciativas serviram de inspiração e embrião do presente Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa – SEEG, que o Observatório do Clima (OC) ora coloca à disposição da sociedade brasileira para o período 1990 a 2012. O estudo cobre os cinco setores – Agropecuária, Energia, Mudanças do Uso da Terra, Processos Industriais e Resíduos – e todos os gases previstos na metodologia do inventário nacional. O compromisso do Observatório do Clima, a partir deste sistema, é preparar estimativas e análises anuais com um interstício máximo de um ano e tornar acessíveis todos os dados, métodos e planilhas, para que todos os interessados possam se qualificar para o debate sobre as políticas de alguma forma relacionadas às mudanças climáticas no Brasil. Estas estimativas atualizadas, embora com as limitações das circunstâncias em que foram produzidas, permitem perceber tendências e favorecem análises e correções em tempo de orientar a adoção de políticas públicas adequadas. A construção de uma Economia de Baixo Carbono eficiente depende da tomada de decisões mais informadas, no planejamento e na implementação de políticas públicas e na promoção de iniciativas governamentais, não governamentais e do setor privado.
Palabras clave:
Cambio Climático